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domingo, 1 de abril de 2012

PRINCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS NO QUADRO DA BICICLETA


Tipo de Material da Bicicleta


Uma coisa muito importante de saber sobre sua próxima bicicleta é qual o tipo de material utilizado na construção do quadro dela. Hoje em dia, as opções vão muito além do tradicional aço utilizado há décadas. Com isso, mais variedade é oferecida para você, que pode aproveitar muito melhor sua bicicleta com o modelo certo.

A tradição do aço

Bicicletas feitas com esse material normalmente são as mais baratas. Em troca, você recebe um modelo pesado, mas de excelente durabilidade e fácil de consertar. Ele é fácil de se adaptar às necessidades de cada ciclista, mas precisa de uma atenção especial para quem mora perto da praia e/ou transpira muito. Isso porque o material tende a oxidar se descuidado, acarretando um grande prejuízo para você.
Uma vantagem de ser mais pesada é que o aço absorve melhor os impactos do solo. Se o seu caminho vai ser cheio de buracos e obstáculos, é uma excelente opção para você.

As vantagens do alumínio

Um dos modelos mais populares, de alumínio são leves a um preço relativamente baixo. De maneira geral, quanto mais se paga, melhor a qualidade dos tubos e construção do quadro da bike. Essa leveza faz com que o alumínio seja um material bom para quem busca velocidade e aceleração. Ainda assim, os quadros são rígidos, e oferecem conforto quando usados em terrenos irregulares.

A inovação da fibra de carbono

Nesse caso, o material utilizado não é um metal, mas sim uma malha com uma resina que modela e une o material. Dessa maneira, o quadro da bicicleta pode ser manipulado de qualquer maneira, pois as fibras podem ser orientadas da maneira que melhor lhe convir. Isso gera um quadro onde cada parte tem suas características específicas, melhorando a pedalada.
Apesar de o carbono ter boa resistência a impacto, este tipo não é recomendado para ciclistas agressivos ou pesados. E pela sua maleabilidade totalmente personalizável, é um material que encarece a bicicleta.

Tudo em um mesmo material

O titânio reúne as melhores características de cada opção em uma só. Ele tem o conforto do aço, a leveza do alumínio e a maleabilidade da fibra de carbono. Tudo isso com uma resistência muito grande, garantindo uma bicicleta duradoura para você.
Mas além de ser um material caro, é necessária uma grande expertise para manipulá-lo. Sendo assim, seu custo é o mais alto de todos, e o seu conserto não é dos mais fáceis.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bicicleta e Ergonomia #4 - Regulando a bicicleta - Passo a Passo

Você pode ter ouvido como Bike fit mas também chamamos de ergonomia do ciclista, morfologia do ciclista e até mesmo regulagem da bicicleta.
Nesta série Bicicleta e Ergonomia, existem ajustes que podemos fazer na bicicleta de maneira confortável e assim, evitando dores no pescoço, ombro, joelho, mãos, costas entre outras.  É importante regular a bicicleta de acordo com as medidas do seu corpo. Vamos recapitular os outros artigos do Bicicleta e Ergonomia e finalizar todo o assunto de regulagem de bicicleta.


1 - CAVALO




A primeira medida é o CAVALO.)


1. Vista o bretelle ou shorts de ciclismo e fique descalço;


2. Pegue um livro de uns 35mm de grossura por uns 125mm de comprimento;



3. Fique de frente para uma parede lisa onde possa fazer uma pequena marca. Certifique-se de que o solo seja plano e rígido para que sua medida seja exata. Para esta medida, o livro fará o papel do selim, então continue de frente para a parede e com o livro entre as pernas faça bastante pressão para simular que está sobre a bicicleta, mas sem exagerar na força. A capa e contra-capa do livro devem estar perpendiculares ao solo, ou seja apoie a base do livro na parede, como se fosse um esquadro. Quando estiver satisfeito com a posição, faça um risco na parede acima da parte superior do livro;

4. Agora é só medir do risco na parede até o chão e pronto, voce terá a medida do seu CAVALO.
4.1 - A MEDIDA DO QUADRO IDEAL  A PARTIR DA MEDIDA DO CAVALO

Multiplique a medida do CAVALO por 0,65 = MEDIDA DO QUADRO IDEAL.
Por exemplo: Um indivíduo possui a medida do cavalo de  é de "82,5cm" x 0,65 = 53,6cm.

Logo, o quadro a ser escolhido é  53cm, pois é sempre melhor escolher a medida do quadro arredondando a média do resultado sempre para um número inferior, pois é mais fáci adaptar a bike à nossa anatomia com um quadro menor do que adaptá-la com um quadro grande.

 5 - COMO SABER A MEDIDA DE UM QUADRO SLOPING 
Quadro sloping é (do inglês sloping ou sloper) - inclinado ou inclinação, traduzindo ao nosso português ciclístico são os quadros com o tubo superior inclinado.
Bicicleta com geometria sloping
















6 - EXCEÇÕES (SE TRATANDO DE TAMANHO DE QUADROS)


Quando as medidas antropométricas estão descompensadas (especialmente quando o cavalo é maior do que o normal, temos que utilizar o tamanho "genérico" que corresponde a estatura do ciclista.

Se partirmos para uma atribuição de um quadro 52 para um ciclista de estatura de 1,65/170, podemos aumentar ou dividir 2 tamanhos cada 5cm. Por exemplo:



Desta maneira respeitamos o comprimento do quadro. Se por exemplo: um ciclista me mede 1,72m possui um cavalo de 86.5cm (cavalo teórico 78/80cm), seria absurdo usar um quadro de tamanho 56 (86.5 x 0,65), já que agravariamos o problema de seu tronco curto. Neste caso é melhor oferecer a pessoa um quadro menor e ajustar a altura do selim e comprimento da mesa.


7 - ATENÇÃO ANTES DE INICIAR O PROCESSO DE REGULAGEM LEIA:



Antes de iniciar todo o trabalho certifique-se de que a bicicleta esteja completamente horizontal e o guidão e manetes de freio montados corretamente. Para verificar o plano horizontal é bom travar pelo menos uma roda da bicicleta. Se esquecer destes detalhes será impossível realizar outros ajustes. Na maioria das bicicletas, traçando uma linha imaginária, a ponta do manete de freio e do guidão devem  estar paralelas ao solo. 


8 - TAQUINHOS E SAPATILHAS
A primeira regulagem que devemos fazer logo após obter o tamanho do quadro é a do taquinho nas sapatilhas. O eixo do pedal deve estar alinhado com a articulação do Osso metatarso para assim aproveitar toda a potência da perna e não sobrecarregar nenhum grupo propulsor. Ao calçar a sapatilha marque o ponto extato desta articulação, e uma vez encaixado o taquinho no pedal, verifique sua correta posiçãol. Algumas sapatilhas como a SIDI já possuem uma marca (risco) na sola, que mostra exatamente onde deverá ser posicionado o taquinho que também tem um risco na lateral que deverá estar alinhado com o risco da sola da sapatilha. Estes riscos tanto da sola da sapatilha quanto da lateral do taquinho facilitam encontrar a posição correta.

9 - A ALTURA DO SELIM

1. Tire novamente a medida do seu CAVALO só que desta vez utilizando a sapatilha ou calçado que irá usar para pedalar, não se esqueça de vestir calça,  bretelle ou shorts de ciclismo.


2. Multiplique o resultado do CAVALO (com sapatilha) por 0,885.
Por exemplo: indivíduo com um  CAVALO utilizando sapatilha de ciclismo é de 84,0cm x 0,885 = 74,3cm (altura do selim) - que se mede desde o centro da parte superior do selim até o centro do eixo do movimento central, conforme figura abaixo:




10 - INCLINAÇÃO E AVANÇO OU ATRASO DO SELIM

O selim deve permanecer totalmente horizontal ao plano da terra. Esta verificação pode ser feita com um simples "nível de bolha". Ao mesmo tempo que soltamos o  parafuso para soltar o selim, podemos variar no avanço ou atraso do selim sobre o eixo do pedal. Para medir o atraso do selim use um prumo desde a ponta do mesmo até o centro do eixo do pedal e comprovaremos a distancia que existe entre o cordão e o centro do eixo do pedal. Abaixo segue uma tabela aproximada para calcular o atraso do selim, embora você possa obter esta medida com maior precisão utilizando novamente o prumo: suba na bike, encaixe o pé no pedal e deixe o pedvela paralelo ao chão, coloque a linha do prumo na frente do joelho, a linha deve passar exatamente em frente ao joelho indo até o centro do eixo do pedal, caso a linha esteja para frente do eixo do pedal, o selim está adiantado. Perceba que na FIGURA 2 temos um leve adiantamento de selim, pois o joelho passa da linha.




TABELA DE ASSOCIAÇÃO PARA AVANÇO OU ATRASO DE SELIM (Medida que vai da ponta do selim até o centro do eixo do movimento central, conformeFIGURA 1 acima. O espaço que fica entre a linha e o centro do eixo é o atraso/avanço do selim).

Com o prumo - inclinação e avanço ou atraso do selim. 

11 - DISTÂNCIA ENTRE O SELIM E O GUIDÃO

Esta distância é muito importante, porém não podemos conhecer esta medida até ter regulado o resto da bicicleta. Esta distância se mede desde a ponta do selim até o centro do guidão. Segue uma tabela para obter uma distância aproximada.

Altura de selim - distância do guidão
12 - ALTURA DO GUIDÃO

Esta é uma das mais importantes medidas para se sentir comodo sobre a bike. Alguns ciclo-turistas querem imitar os ciclistas  profissionais que utilizam o guidão um pouco mais baixo, e isto provoca dores na coluna e adormecimento das mãos.

Para medir a diferença existente entre a altura do selim e o guidão, podemos usar um metro e um cordão com nível conforme figura.
Basta apoiar o metro sobre a base da mesa do guidão e esticar o cordão com nível desde a base do selim até o metro; onde passar  o cordão com nível é a diferença da altura do selim e guidão.


Altura do selim -  diferença de altura com o guidão


13 - CONSEQUÊNCIAS DA BICICLETA COM MAUS AJUSTES



Fontes: 
Revista: Ciclismo A Fondo - Edição nº 12 - (Imagens de Graham Watson);
Livro: Ciclismo Completo (Greg Lemond y Kent Gordis). 
Linhares, Ricardo.  O conforto da bicicleta de estrada em competições de longa
distância: uma abordagem ergonômica. Dissertação de Doutorado. Puc Rio. Maio, 2006;http://www.araraquara.com/blogs/segunda-feira-e-hoje/2011/05/16/bike.html





Bicicleta e Ergonomia #3 - Selim

Você precisa saber que:



  • A idéia geral sobre a altura do banco é de que quanto mais alta ele está posicionado mais força consegue ser gerada e menor é o esforço aeróbico;

  • Quando o selim é ajustado na altura correta, você obterá a potência máxima de suas pernas, minimizando os danos aos joelhos, se o selim estiver muito baixo, você poderá desenvolver problemas nos mesmos, se sua bacia (cavalo) se move de um lado para o outro conforme você pedala, seu selim está muito alto, isto causa esforço desperdiçado e causa muita pressão em sua bacia.

Para fazer o ajuste corretamente, o ideal é que o indivíduo esteja utilizando sapatilhas. Mas caso você não tenha sapatilha, você pode recorrer a estes métodos descritos abaixo:


1 - Encoste-se numa parede com os pés a mais ou menos cinco centímetros de distância um do outro sobre um chão duro e encostar um livro firmemente entre as pernas (Figura 12). Então se tira a medida entre a ponta do livro e o chão e soma-se à medida do livro. Multiplica-se a medida por 1.09 para se chegar à distância do eixo do pedal até o topo do assento, no momento que o pedal estiver paralelo ao tubo do selim.





2 - Com uma fita métrica,  meça a distância em centímetros entre o chão e o osso do quadril (bacia); depois, pega-se esse número e subtraia 3 centímetros. Pronto: essa é a altura ideal do selim.

3 - A distância ideal entre a ponta do selim e a caixa de direção (ou seja, o cilindro no qual o guidão da bicicleta vira) deve corresponder à distância entre a ponta do dedo anelar (o dedo dos anéis). Ou seja, o ciclista vai ajustando a altura do selim até que o trecho de braço entre o cotovelo e o dedo anular caiba direitinho entre a ponta do selim e a caixa de direção.

Fonte:

Linhares, Ricardo.  O conforto da bicicleta de estrada em competições de longa
distância: uma abordagem ergonômica. Dissertação de Doutorado. Puc Rio. Maio, 2006;


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bicicleta e ergonomia #2 - Tamanho do quadro MTB

O cálculo do quadro para MTB é diferente do que é feito na SPEED, pois as medidas em MTB são em polegadas e também porque os quadros de mountain bikes devem ser menores que os de speed para terem mais agilidade nas trilhas.
Na revista Bike Action de JAN/1992, nos mostra uma nova maneira de solucionar a questão do tamanho do quadro certo para o indivíduo da seguinte forma: 


Encontre a altura do seu cavalo (veja bicicleta e ergonomia #1),  transforme em polegadas e então subtraia 14. O resultado é o tamanho do quadro para MTB. Exemplo: 83cm : 2,54 = 32,67 polegadas. Subtraindo 14 de 32,67 temos o valor 18,67 polegadas. O quadro a ser escolhido, seria então um de 18.5.







Fonte: http://bikesizecalculator.com/
http://www.bikemagazine.com.br/2011/11/tamanho-correto-quadro/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bicicleta e a ergonomia #1 - Tamanho do Quadro SPEED/ROAD

 Ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema. 
Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas, a fim de torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.
Com a bicicleta não é diferente. A posição na bicicleta obedece à várias necessidades diferentes e conflitantes, dependendo de cada situação. A posição ideal é uma quando se procura maximizar a força muscular e a eficiência aeróbica e outra quando se procura conforto e evitar lesões.
Para Baker (1998), A ordem em que os ajustes devem ser feitos é importante – algumas medidas dependem de outras. A ordem sugerida aqui é a que melhor funciona para a maioria dos atletas.
TAMANHO DO QUADRO - SPEED/ROAD
Deve-se medir do interior das pernas, onde se senta no selim, até os pés e multiplicar por 0,65 cm. Esta fórmula foi desenvolvida pelo suiço Wilfried Hüggi. O resultado é o ponto de partida para o tamanho do quadro necessário. Acha-se esta medida ao ficar em pé de costas à uma parede e com um livro firmemente posicionado na região perineal, mede-se a distância do livro ao chão e chegasse ao número final.

Como medir o tamanho de seu cavalo:
Descalço, com as pernas ligeiramente afastadas, vista sua bermuda de ciclista. Encoste-se em uma parede, faça uma marca com um lápis da altura do seu cavalo (veja a ilustração abaixo) na parede e meça a altura (com uma fita métrica).

O valor encontrado será o tamanho aproximado do quadro ideal para o ciclista. Por exemplo: Um ciclista que tem o cavalo na altura de 83 cm, deverá se adaptar melhor ao quadro de tamanho 54, já que 83 x 0,65 = ~54.
No Brasil é difícil encontrar quadros com numeração ímpar, o jeito é ter um tamanho de quadro aproximado. Arredonde esse valor para menor para uma bike mais ágil, arredonde-o para maior e você terá uma bike mais confortável e estável.

Obs: Cavalo: mesmo que quadril
Fonte: Linhares, Ricardo.  O conforto da bicicleta de estrada em competições de longa
distância: uma abordagem ergonômica. Dissertação de Doutorado. Puc Rio. Maio, 2006.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ESPECIAL PNEUS #5 - Calibragem


Checagem do pneu. Foto: Francisco do Jungle Bikers

CALIBRAGEM - É fundamental  para  o uso do pneu pois a pressão do ar que dá o formato e rigidez além de absorver o impacto e manter a tração. A falta ou o erro da calibragem acelera o desgaste do pneu além de comprometer o desempenho e a segurança do ciclista. A pressão recomendada está escrita nas laterais dos pneus, geralmente com a expressão  "PSI" (do sistema inglês/americano - unidade de pressão). Para quem calibra em postos de gasolina, observe que a unidade  esta em "BAR" (1 bar equivale a 14.5 PSI).

Checagem do pneu em Le tour de Paru 
Fique atento:

Para aumentar a aderência, reduza a pressão do pneu;
Para obter velocidade, aumente a pressão do ar;
Utiliza pressões diferentes na roda dianteira e traseira, considerando que o peso maior fica na roda traseira;
Respeite a hora de trocá-los para sua própria segurança;
Efetue a calibragem semanalmente para evitar a perda de pressão.




Calibrando no Le tour de Paru - Manacapuru - AM

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ESPECIAL PNEUS #4 - Troque o pneu

Domingo, dia 13, na Alameda do Samba , enquanto os ciclistas disputam a Archer Pinto, a OFICEBIKE MANAUS irá ministrar um curso de troca de pneus. Fiquem atentos.
Ponta Negra. Na foto: Jorge Sotto Mayor






Estamos falando sobre pneus então, achei este vídeo que além de mostrar sobre trocar pneus, também ensina um pouco da mecânica. 




Este vídeo faz parte do DVD Mecânca de bike do Ondepedalar.com
http://dvd.ondepedalar.com

ESPECIAL PNEUS #3 - Aplicações

Existem várias marcas no mercado e para um entendimento geral, veremos as noções básicas sobre o desempenho nas curvas, subidas e frenagens. Para realizar curvas seguras e em velocidade, a situação exige pneus mais arrendondados, são mais previsíveis para deitar a bike, já que a transição do pneu do centro para a lateral fica mais natural. Nas subidas, o uso de pneus com formato semiquadrados e quadrados é mais indicado pela ótima tração dos modelos, além de ajudar nas descidas na hora de frear, principalmente quando esses pneus forem utilizados na traseira. Para determinar o pneu apropriado, é preciso levar em conta a modalidade praticada: MTB, Estrada ou BMX.


MTB - No MTB, que vale para o cross country, maratona, freeride e downhill (veja em Marcadores - Categorias e Modalidades) é o uso do pneu dianteiro com desenhos direcionais, ou seja, cravos alinhados que priorizam as curvas. No pneu traseiro dê mais preferência aos desenhos com cravos no centro, para garantir melhor tração. Em terrenos secos, o ideal é usar pneus com cravos mais baixos e unidos. Em um percurso de estrada de terra, recomenda-se os pneus semi-slick (semiliso), para maior desempenho. Já em locais com raízes e pedras soltas, pneus mais largos são o ideal e em situações com lama use pneus com desenhos de cravos altos e espaçados e caso não os tenha, utilize pneus mais finos para facilitar a passagem do barro pelo quadro/garfo. Em terrenos arenosos, pneus largos para não afundar na areia e se possível use com medida acima de 2.0 com ou sem cravos.

No MTB, fique atento para a escolha dos  compostos e dimensões dos pneus, assim como a calibragem ideal indicada pelo fabricante.


Mountain Bike  Cross Country :  Ideal em terreno molhado.

A categoria BMX racing exige pneu dianteiro mais largo e direcionável e um traseiro com cravos mais baixos para diminuir a resistência à rolagem e , assim, aumentar a capacidade de aceleração. BMX street, vertical e flat pedem slick ou semi-slick (liso e semi liso).


ESTRADA - Aqui o desenho do pneu não fará diferença quanto no MTB. Leva-se em conta a calibragem e as dimensões. Quanto mais fino for o pneu, maior a capacidade de aceleração (rendimento). Em treinos ou em  asfalto irregular, prefiro os pneus ligeiramente mais largos (23 a 25mm), pois dão mais estabilidade e suportam melhor as irregularidades do asfalto e assim, furam menos. A grande diferença nos pneus de Estrada estão entre o clincher (com câmara de ar) e o tubular, conhecido como sprinters, bastante popular pois o pneu envolve toda a câmara, formando um tubo fechado sem costura e uma fita colada à abertura. Esse tipo de pneu necessita  de um aro especial para que possam ser colados a ele. A vantagem é o baixo peso e a resistência às altas pressões mas a parte negativa é o conserto quando perfurado.


ESPECIAL PNEUS #2 - Materiais e Tecnologia

MATERIAIS - A parte mais importante é a carcaça ou lona, afinal como dito anteriormente, é a responsável pela estrutura que vai dar forma ao pneu. Atualmente o material mais usado na carcaça é o nylon que se caracteriza pela alta resistência, fácil lavagem e baixa absorção de umidade.


Para facilitar as diferenças básicas, os pneus foram divididos em macios, duros e mistos. 
1 - Pneu macio - representam a aderência máxima e desgastam mais facilmente, sendo usado em competições de alto rendimento;
2 - Pneu duros - Vida útil prolongada. Ideais para cicloturismo porém os cravos tendem a se quebrar com o tempo;
3 - Pneu misto - Possui mais de um composto de borracha. Esse tipo de pneu que combina uma camada macia sobre uma camada dura (dual compound) é oferecida pelos principais fabricantes, resultando em pneus mais macios nas laterais e composto duro ao centro ou vice-versa, de acordo com cada modalidade.


TECNOLOGIA - AFINAL, QUAL A DIFERENÇA DE USAR PNEUS COM CÂMARA E SEM CÂMARA DE AR?


Os com câmara de ar necessitam de mais pressão para que não sofram o snake bike (frizada ou mordida da câmara pelo aro) e não absorvem as deformidades do terreno. Os sem câmara de ar (em inglês tubeless ) já não possuem problemas  com as deformidades do terreno e somente pancadas mais fortes  podem vir a cortar a lateral do pneu, podendo usar menos pressão, fazendo com que estes pneus mantenham uma maior aderência com o solo, dando mais tração à bicicleta. Assista um vídeo da Bike point  sobre pneus :)



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ESPECIAL PNEUS #1 - Na Geral

Escolhendo o pneu apropriado é fundamental para o controle e segurança na condução da bicicleta, independente da modalidade que você pratica.  É necessário relacionar o tipo de desenho, medida, composto, banda de rodagem, calibragem entre outras coisas, pois o pneu além de o pneu ser o primeiro elemento a sentir os impactos da terra ou do asfalto, é o pneu que influencia no desempenho da bicicleta também em situações de tração e frenagem. 
Tamanhos -  O pneu é formado basicamente por banda de rodagem, lonas, talões e parede lateral. A banda de rodagem é a parte de cima, com a superfície de cravos ou lisa que toca diretamente o solo, proporcionando tração, frenagem, resistência ao rolamento, dirigibilidade, conforto e resistência ao desgaste. A banda de rodagem pode ser dividida em desenho e formato (principalmente em MTB, entre arredondado, semiquadrado e quadrado).
A lona é a parte do pneu também conhecida como carcaça ou esqueleto, isto é, a estrutura composta por uma, duas ou mais lonas. Basicamente, sua função é transmitir as forças motrizes da bicicleta e evitar a perda da pressão de ar. A carcaça, é compreendida também com camadas, tecidos, malhas ou revestimentos, identificado pela sigla tpi (fios por polegada quadrada), ou seja, quantos mais fios, por exemplo 120 tpi, menos uso de borracha e menor peso.
Os talões são a armação ou a cinta que fixa o pneu dentro do aro, que pode ser de dois materiais: arame (pouco flexível) ou "kevlar" (flexível). Kevlar é uma fibra sintética de para-aramida muito resistente e leve (sete vezes mais resistente que o aço), capas de deixar o pneu da bicicleta bem leve e dobrável, facilitando para troca da câmara de ar, sem a necessidade do uso de espátulas.
O pneu ainda é formado ainda pela parede lateral, situada entre  o talão e a banda de rodagem. em alguns casos, os fabricantes consideram como altura dos cravos. As dimensões dos pneus, como altura e largura, ajudam a definir o estilo e a eficiência da pilotagem. Por conta disso, existem diversos tamanhos que seguem a tendência de cada modalidade. Para entender as medidas, antes é preciso saber como elas são tiradas. Por exemplo, algumas marcas medem o pneu pela largura da carcaça (formato), outras pela distância entre os cravos (garras), mas o que é importante saber é o diâmetro. No MTB, o comum é encontrar pneus 26x1.9 a 26x2.1 (diâmetro do aro X largura do pneu, medidas em polegadas), sem mencionar os pneus são geralmente 700 X 23 (diâmetro do aro X largura do pneu, medidas em milímetros). Esses números citados são apenas referências, pois a largura do pneu será determinada conforme o objetivo de cada ciclista: conforto (lazer) ou rendimento (leveza). Afinal, quanto mais for fino o pneu, menor o contato com o solo e , consequentemente, maior velocidade e leveza. Porém, quanto mais largo for o pneu, maior contato com o solo e maior a estabilidade e o controlo. Assim, as larguras dos pneus podem ser organizadas da seguinte forma:

MTB - asfalto/slick (26X1.0-1.6);  cross country (26X1.7-2.0); downhill (26X2.0-3.0)
Estrada - treino (700X23-25); competição (700X19)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bicicletas de Estrada - O Tamanho do Quadro

O quadro constitui das seguintes partes:


1 - SEAT TUBE (Tubo de selim);
2 - TOP TUBE (tubo superior);
3 - ÂNGULO - Entre o top tube e  o seat tube.
Quadro e suas partes


O método mas eficaz para a escolha de um quadro é  a estatura do ciclista, de acordo com D'elia:


Estatura (m)                     Quadro (cm)


1,60 a 1,65                        48 a 52         
1,65 a 1,70                         50 a 54
1,70 a 1,75                         52 a 56
1,75 a 1,80                         54 a 58
1,80 a 1,85                         56 a 60
1,85 a 1,90                         58 a 62




Fonte: Ciclismo: Treinamento, fisiologia e biomecânica

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como escolher uma bicicleta

O ponto mais importante na hora de comprar uma bicicleta é o seu objetivo. Você deve se enquadrar em: amador, expert ou profissional. Sendo um amador, não é válido comprar uma bicicleta profissional, a não ser que você tenha muito dinheiro pra gastar. Amador seria alguém que só usa a bicicleta de vez em quando e para passeio, expert seria o que entende algumas coisas e tenta andar o máximo possível e profissional seria o competidor. 

Dentro dessas três classificações, existem mais três referentes a bicicleta: bicicleta sem suspensão, com suspensão dianteira e com suspensão dianteira e traseira. As sem suspensão, são usadas para cross-country, porém estão sendo substituídas pelas de suspensão dianteira. Estas últimas são usadas tanto para cross-country, quanto pra dual-slalom. As de suspensão dupla são usadas pra downhill, dual-slalom e algumas pessoas ja estao usando para cross-country (neste ultimo caso, as bikes, apesar de terem duas suspensoes, sao bem leves). 

Depois de ver se a bicicleta se enquadra no seu uso, o mais importante é ver os componentes (ou peças). Você pode encontrar uma bicicleta profissional de suspensão dianteira, com várias configurações diferentes. Você pode não se adaptar à uma bicicleta caríssima e se adaptar a uma mais barata. Por exemplo: Você pode comprar o passador gripshift mais caro do mundo e preferir um rapidfire muito mais barato, ou descobrir que você não se sente seguro em pedais clipless (aquele que prende no sapato) que custam $100. 

Após você descobrir a bicicleta perfeita, você ainda tem que ver se as medidas dela se enquadram a você (isso um vendedor experiente pode te dizer). Se você tem 1,70 cm, não compre uma bicicleta com quadro de 22 polegadas, por exemplo. 

Uma coisa que muita gente dá importancia é a marca da bicicleta. Isso, muitas vezes, é desnecessário. Uma bike top de linha de uma grande marca, dificilmente será diferente do seu concorrente. Normalmente, o que muda são os componentes e a geometria do quadro. Claro, que com o tempo e a experiência, você saberá qual geometria se adapta melhor a você, mas isso não é problema da marca. Muitas companhias dizem que o material delas é melhor, que o processo de fabricação é o mais indicado, entre outras coisas, porém, na maioria das vezes, isso é marketing. Então, como saber qual é a melhor geometria, o melhor material, etc ? Só experimentando outras bikes. Se você for um iniciante, não irá notar a diferença, portanto não se preocupe. A bike não faz o piloto. A grande prova disso é a vitória de Robert no campeonato brasileiro de downhill, usando uma Santa Cruz Bullit emprestada, pois a bike dele (Foes DHS mono) estava quebrada.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Entendendo a Bicicleta - #5 Geometria dos quadros

Desvendando a geometria dos quadros

Os ângulos e as medidas dos quadros fazem toda a diferença na pilotagem. Mas hoje em dia, os ciclistas querem outra coisa além disto: o conforto.

Não basta pedalar e entender das peças. Você que é ciclista, tem que saber das principais medidas da sua bicicleta.



Acompanhem o artigo com a foto ampliada ao lado que tem as referências das letras.
:: A – Tamanho do centro ao topo: é a maneira mais comum hoje de definir o tamanho de um quadro. É a medida que vai do centro do movimento central até o topo do tubo do selim. Alguns fabricantes preferem a medição até o centro do parafuso da braçaceira de selim. No ciclismo de estrada é medido em centímetros e no MTB em polegadas.

:: B – Tamanho de centro a centro: era o método mais usado em bikes de estrada, compreende à medida que vai do centro do movimento central até o topo do tubo do selim. Apesar de hoje não ser a mais usual é o melhor modo de medir uma bike, pois define a distância do top tube à virilha do ciclista. Quando você mede do centro ao topo, pode haver variações na altura onde é soldado o top tube no tubo do selim.

:: C – Comprimento da bike: é a medida mais importante na hora de se escolher um quadro, pois vai definir a sua posição de pilotagem. É medido do centro da caixa de direção em seu topo, seguindo uma linha imaginária paralela ao solo até o tubo do selim, como mostra a figura. Considero errada a fórmula de se achar o tamanho da bike pelo tudo do selim, visto que o canote tem grande margem de ajuste e a distância do pedal ao topo do selim não vai mudar de um modelo pro outro após o ajuste, ao contrário da mesa que é limitado a poucos tamanhos e requer uma troca do componente.
 

:: D – Comprimento da traseira: medida que onde se considera uma linha reta paralela ao solo entre o centro do movimento central até o centro da roda traseira. Quanto mais curta, melhor a qualidade de aceleração (devido a menor torção) e também melhor a tração (devido ao fato do peso do ciclista ficar mais em cima da roda). A contra partida é que a bike vai ser menos confortável (menor torção dos chainstays = menor capacidade de dissipação de vibrações).

:: E – Comprimento entre eixos: quanto maior o entre eixos, mais estável será a bike; quanto mais curto, mais arisca e rápida nas respostas será a bike.

:: F – Altura do movimento central: a melhor maneira de se medir é do centro dos eixos da roda até o centro do movimento central. Medir do centro do movimento central até o solo tem variações devido ao tamanho dos pneus. Quanto mais perto do solo, mais baixo o centro de gravidade e também mais estável a bike será. Deve-se tomar cuidado ao definir a altura do movimento central, pois se ficar muito baixo, mais fácil será de bater a coroa da bike num obstáculo ou em caso de bikers mais inexperientes, bater os pedais no chão numa curva.

:: G – Altura da caixa de direção: essa medida é importante pra definir o posicionamento do biker. A grosso modo, quanto mais alto, mais relaxado o biker vai ficar e, portanto, mais confortável; quanto mais baixa mais agressiva será a posição, mas poderá ser mais desconfortável para o biker (isso é a grosso modo, pois somos diferentes uns dos outros e isso tudo fica um pouco relativo). Hoje há uma tendência em muitas marcas em aumentar essa medida nas bikes de estrada.

:: H – Ângulo do tubo do selim: varia entre 72º e 75º, mas há casos extremos. É uma medida muito importante e que tem que sempre ser muito levada em consideração, pois define a sua posição de pedalada quando sentado. Um ângulo errado, um selim mais para frente ou mais pra trás do que deveria, pode trazer sérias lesões, principalmente no joelho do biker.

:: I – Ângulo do tubo da direção: varia entre 67º a 78º, influencia diretamente na capacidade de resposta da bike, quanto maior o ângulo mais rápido a bike vai responder (como em curvas fechadas), mas mais instável será também. Quanto menos, mais estável, mas também mais lenta a resposta.

:: J – Off set: é a distância entre o centro da roda até o centro, seguindo uma linha paralela ao chão do eixo imaginário no centro da caixa de direção no sentido do seu ângulo. Todos os garfos, mesmo os retos, tem off set. Quanto maior o off set, menor o trail, mais lenta será a resposta da bike e maior o conforto (principalmente em garfos curvados), quanto menos, maior o trail e mais rápida nas respostas e mais arisca vai ser.
 Influência no entre eixos.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Entendendo a Bicicleta - # 4 Rodas

Entendendo Rodas

As rodas de uma bicicleta são constituídas por: pneus, aros, cubos e raios. As rodas podem ser bem distintas entre si, variando bastante em cada modalidade. É uma das partes mais complexas da bicicleta, devido a sua estrutura de raios tensionados. É também uma das partes mais importantes para redução de peso.

:: AROS

Aros, podem ter tamanhos diferentes, atualmente 19" (biketrial), 20" (biketrial e BMX), 24" (MTB e BMX), 26" (MTB), 27" (Speed) e 29" (MTB). Os "aro 26" são os mais populares no mountain biking e as outras medidas são até mais difíceis de encontrar.

Os materiais mais populares empregados na fabricação dos aros são alumínio e fibra de carbono. Alguns aros para freios v-brake possuem uma camada feita de uma liga cerâmica para aumentar o poder da frenagem. Porém, com a substituição cada vez maior dos v-brakes pelos freios a disco, esses tipos de aro estão caindo em desuso. O peso baixo e a alta rigidez é o que caracteriza bons aros.

Além disso, existem aros normais e os "tubeless". Estes últimos são adaptados para o uso sem câmara de ar. Nesse caso, sua estrutura é diferenciada para mantê-lo selado ao usá-lo com pneus específicos para esse sistema.

:: CUBOS

Os cubos são as partes centrais das rodas, onde são fixados os raios que os conectam ao aro. Os eixos, dianteiros e traseiros, ficam localizados dentro dos cubos girando por rolamentos (selados ou não). As principais características dos cubos dianteiros são:
- Tamanho do eixo: Eixo mais antigo presos com parafusos, eixos para blocagem (mais populares 9mm), eixos de 20mm e atualmente estão querendo popularizar o padrão de eixo de 15mm.
- Tipo de rolamento: selados ou esferas soltas.
- Quantidade de furos (raios): Variando muito. Os mais populares tem 32 ou 36 furos. Mas podem ter 20, 24, 28 ou qualquer número em rodas especiais.

Nos eixos traseiros:
- Tamanho do eixo: Eixo mais antigo presos com parafusos, eixos para blocagem (mais populares 9mm), eixos de 12mm.
- Tipo de rolamento: selados ou esferas soltas.
- Quantidade de rolamentos: podem ter de 2 rolamentos até 6 ao redor do eixo, para conferir maior resistência.
- Quantidade de furos (raios): Variando muito. Os mais populares tem 32 ou 36 furos. Mas podem ter 20, 24, 28 ou qualquer número em rodas especiais.
- Quantidade de engates: Quanto mais engates, menos rotação do pedivela é preciso para começar a tracionar a roda.

:: RAIOS

Presos aos cubos, estão os raios, que também são presos nos aros. Podem ser de aço, titânio, carbono ou alumínio, sendo os mais populares e baratos os de aço. Raios de melhor qualidade são menos propensos a falha e mais leves. Possuem diferentes tamanhos, pois precisam satisfazer as medidas dos cubos e dos aros. Para calcular o tamanho é preciso usar algum software ou calculadoras específicas, porém, mecânicos experientes sabem as combinações mais populares e o tamanho certo a se usar. Usar tamanhos maiores pode deixar uma ponta dentro do aro que pode furar a camara de ar.

Além disso, existem diferentes tipos de enraições. A diferença está em quantas vezes cada raio "cruza" com raios vizinhos. Em geral, quanto mais cruzamentos, mais forte a roda e mais pesada (pois os raios precisam ser mais longos) e até existem enraiações retas, sem cruzamentos, que são mais leves, mas precisam de cubos especiais. Existem exceções, mas é um assunto muito complexo.

Existem também raios especiais, feitos para cubos e aros específicos, que não podem ser usados em outras combinações.